A Escola de Jongo

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Criada em 2001, patrocinada pela Petrobras e Ministério da Cultura, é o principal projeto socioeducativo do Grupo Cultural. A Escola de Jongo envolve crianças e jovens na preservação do ritmo do jongo. A cultura afro-brasileira é sua principal fonte de tecnologias sociais para educação e conteúdo para as atividades comunitárias. As oficinas de canto, cordas, cultura popular, jongo, percussão, memória e artes são oferecidas gratuita e diariamente, no contraturno do horário escolar, para cerca de 80 crianças e jovens da Serrinha.
Além disso, semanalmente acontecem eventos (festas, visitas e/ou apresentações artísticas) reunindo moradores, turistas, parceiros fortalecendo rede de sustentabilidade e laços comunitários na região.
Serrinha hoje
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Apesar de ter um índice de densidade populacional (número de habitantes por domicílio) mais alto do que em comunidades como a Maré (3,36), Rocinha (3,31) e Complexo do Alemão (3,62), a Serrinha (4,09) é menos populosa, tendo hoje cerca de 8.000 moradores, enquanto as demais comunidades citadas tem cerca de 70.000 moradores, segundo dados da Prefeitura. Sua área construída apresenta também menos habitações por metro quadrado. A maioria das construções da comunidade é de casas de um ou dois andares e existem hoje ainda na comunidade vários casarios por volta das décadas de 1920 e 1930.
A Serrinha possui apenas duas creches (Vovó Maria Joanna e Tia Maria do Jongo) e duas escolas municipais de ensino fundamental (República Dominicana e Mestre Darcy do Jongo), e não possui escola de segundo grau nem posto de saúde.
Segundo dados do Favela-Bairro, 9% das pessoas com 7 anos de idade ou mais são analfabetas, e apenas 16,4% completaram a 8ª série do 1º grau; dentre aqueles
de 18 a 39 anos, só 12 completaram o 3º grau, sendo que, ao todo, apenas 21 pessoas completaram o 3º grau (0,9% da população). Dentre as pessoas com 10 anos ou mais, e só 3,2% declararam estar freqüentando algum curso profissionalizante. Estes dados apontam claramente para uma insuficiência da formação educacional da população local.
Na esquina da rua Doutor Joviniano e ao longo da Mestre Darcy do Jongo (cujo nome foi trocado em 2003 a pedido do Jongo da Serrinha) se concentra o comércio da comunidade: uma padaria, duas lojas de materiais de construção, dois bares, um pequeno mercado, um açougue, uma papelaria, uma vídeo-locadora, um cabeleireiro, uma barraca de pipas, uma lanchonete e uma loja de antenas.
130617_JONGO_CADERNO(4)-9A inauguração da nova sede do grupo, a CASA DO JONGO, está prevista para o segundo semestre de 2014 e vai expandir e aperfeiçoar atividades institucionais do grupo e combater a deteriorização social em que se encontra a comunidade. Em parceria com o poder público, privado, sociedade civil e comunidades do entorno, este centro de arte, cultura e cidadania que vai colaborar com o desenvolvimento legal sustentável da Serrinha e do bairro de Madureira como um todo.A nova Casa do Jongo prédio está localizada em área da fácil acesso, ao lado da Escola Municipal República Dominicana. O Jongo da Serrinha é a única instituição formal da sociedade civil atuante no local e trouxe visibilidade positiva para comunidade.
A Serrinha fica próxima à Av. Edgard Romero, localizada perto do Mercadão de Madureira e da Estrada do Portela, dois importantes centros de comércio da Zona Norte.