Em foto desbotada, Tia Maria está em pé em uma varanda, à frente de uma porta marrom fechada. Ela é uma mulher negra e usa roupas brancas: vestido rendado com mangas curtas e lenço à cabeça, que cai acima de um ombro. Ela olha para frente e está com uma das mãos na cintura. Usa colar, pulseiras, relógio, anel, e sandálias com salto plataforma. A varanda tem azulejos à meia altura, brancos com estampas cinzas. Os patamares são brancos. Nela, há cadeiras com estofados brancos e vermelhos. No rodapé da foto, está escrito à caneta: 10-10-77.

Trabalho comunitário e metodologia de Inventário Participativo (IBRAM)

Preservar não é só guardar. É ouvir, reconhecer e construir memória junto com quem a vive.

No projeto do Centro de Memória do Jongo da Serrinha, seguimos a metodologia de Inventário Participativo, reconhecida pelo IBRAM. São rodas de conversa, escuta ativa e o envolvimento direto de mestres, jongueiras e moradores da Serrinha para identificar, contextualizar e dar significado a cada documento, fotografia e registro. Aqui, o acervo não fica trancado. Ele respira no território, nas vozes de quem manteve a tradição viva por mais de seis décadas.

Cada item catalogado carrega afeto, resistência e a força de gerações que transformaram quintais e terreiros em escola de vida.

Este projeto foi possível graças à Emenda Parlamentar do Deputado Federal @tarcisiomottapsol e ao apoio do @museusbr @minc.

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