Em foto desbotada, Tia Maria está em pé em uma varanda, à frente de uma porta marrom fechada. Ela é uma mulher negra e usa roupas brancas: vestido rendado com mangas curtas e lenço à cabeça, que cai acima de um ombro. Ela olha para frente e está com uma das mãos na cintura. Usa colar, pulseiras, relógio, anel, e sandálias com salto plataforma. A varanda tem azulejos à meia altura, brancos com estampas cinzas. Os patamares são brancos. Nela, há cadeiras com estofados brancos e vermelhos. No rodapé da foto, está escrito à caneta: 10-10-77.

É com muita alegria que anunciamos o início do projeto Acervo Jongo da Serrinha!
A memória do jongo é viva, é coletiva, é resistência — e agora ela também será digital e acessível para todo o Brasil.
Nos próximos meses, a comunidade da Serrinha se reunirá para catalogar, organizar e digitalizar documentos históricos preciosos: fotografias, registros, objetos e memórias que contam a história de uma das manifestações afro-brasileiras mais importantes do país, Patrimônio Cultural do Brasil reconhecido pelo Iphan desde 2005.
Este é um inventário participativo, construído por quem viveu, vive e respira o jongo — com vínculo histórico, escuta sensível e compromisso com a fidelidade cultural da nossa trajetória.
O acervo será disponibilizado gratuitamente em plataforma digital, com recursos de acessibilidade em Libras e ferramentas para leitores de tela, para que toda pessoa possa acessar essa memória.
Construir acervos comunitários como o do Jongo da Serrinha é reescrever a história do Brasil.
Este projeto foi possível graças à Emenda Parlamentar do Deputado Federal @tarcisiomottapsol e ao apoio do @museusbr @minc