Em foto desbotada, Tia Maria está em pé em uma varanda, à frente de uma porta marrom fechada. Ela é uma mulher negra e usa roupas brancas: vestido rendado com mangas curtas e lenço à cabeça, que cai acima de um ombro. Ela olha para frente e está com uma das mãos na cintura. Usa colar, pulseiras, relógio, anel, e sandálias com salto plataforma. A varanda tem azulejos à meia altura, brancos com estampas cinzas. Os patamares são brancos. Nela, há cadeiras com estofados brancos e vermelhos. No rodapé da foto, está escrito à caneta: 10-10-77.
Nossa metodologia de catalogação integra padrões técnicos internacionais — como o Dublin Core — com a oralidade como forma legítima de documentação. Antes de qualquer metadado ser inserido no sistema Tainacan, há a roda: mestres como Deli Monteiro e Ivo Mendes, junto a jongueiros e moradores da Serrinha, validam informações, corrigem datas, acrescentam narrativas e atribuem significados que nenhum algoritmo conseguiria decifrar sozinho.
Essa abordagem, alinhada à metodologia de Inventário Participativo recomendada pelo IBRAM, transforma o processo de catalogação em um ato de reconhecimento e pertencimento. 
Além disso, toda a estrutura digital foi pensada para ser acessível: texto alternativo (ALT TEXT) para imagens, compatibilidade com leitores de tela e implementação de recursos em Libras e audiodescrição. Porque memória não é  direito.
Ao digitalizar e disponibilizar publicamente 100 documentos, o projeto Acervo Jongo da Serrinha  abre caminhos para o futuro, garantindo que o jongo continue sendo tecnologia ancestral de resistência, educação e memória.
Este projeto foi possível graças à Emenda Parlamentar do Deputado Federal @tarcisiomottapsol e ao apoio do @museusbr @minc.