Nossa metodologia de catalogação integra padrões técnicos internacionais — como o Dublin Core — com a oralidade como forma legítima de documentação. Antes de qualquer metadado ser inserido no sistema Tainacan, há a roda: mestres como Deli Monteiro e Ivo Mendes, junto a jongueiros e moradores da Serrinha, validam informações, corrigem datas, acrescentam narrativas e atribuem significados que nenhum algoritmo conseguiria decifrar sozinho.
Essa abordagem, alinhada à metodologia de Inventário Participativo recomendada pelo IBRAM, transforma o processo de catalogação em um ato de reconhecimento e pertencimento.
Além disso, toda a estrutura digital foi pensada para ser acessível: texto alternativo (ALT TEXT) para imagens, compatibilidade com leitores de tela e implementação de recursos em Libras e audiodescrição. Porque memória não é direito.
Ao digitalizar e disponibilizar publicamente 100 documentos, o projeto Acervo Jongo da Serrinha abre caminhos para o futuro, garantindo que o jongo continue sendo tecnologia ancestral de resistência, educação e memória.
Este projeto foi possível graças à Emenda Parlamentar do Deputado Federal @tarcisiomottapsol e ao apoio do @museusbr @minc.
